No Brasil. Tivemos uma questão polêmica há alguns anos. Todos devem se lembrar da história de Pedrinho, um menino que havia sido seqüestrado na maternidade. O exame de DNA revelou que ele não era filho biológico de Vilma,a mulher suspeita do seqüestro e que havia criado o menino como seu filho biológico. Pedrinho, ainda adolescente, quando soube da verdade, preferiu morar com seus verdadeiros pais. Mas, na mesma época, suspeitou-se que Roberta, sua suposta irmã, que já tinha 23 anos, também pudesse ter sido seqüestrada por Vilma. Mas, ao ser confrontada coma suspeita, ela declarou enfaticamente que não queria saber. Considerava como mãe aquela que a havia criado. Porém, ao prestar depoimento na polícia, Roberta, inadvertidamente, descartou restos de cigarro. Foi o suficiente. A partir da análise daquele material foi possível fazer um exame de DNA e confirmar que ela também não era filha biológica de Vilma. Por um lado, tratava-se de um novo crime, e a mãe de Roberta, que havia perdido sua filha na maternidade e era a maior prejudicada, tinha o direito de ver a história esclarecida. Mas, por outro lado, a vontade de Roberta havia sido violada. E o direito de não saber?
(Trecho extraído do livro “Genética - Escolhas Que Nossos Avós Não Faziam”. Mayana Zatz, editora Globo, 2011)
- FORAM ENTREVISTADAS 50 PESSOAS DIFERENTES, COM IDADE SUPERIOR A 16 ANOS, SOBRE COMO PROCEDER NA SITUAÇÃO DESCRITA ACIMA: O DNA PODE SER USADO SEM O CONSENTIMENTO DO DOADOR?
Trabalho de bilogia realizado pelos alunos Gabriel, Joyce, Karine, Katryn, Marcos e Gustavo do 2°C (turma 2011) da E.E. Profa Beathris Caixeiro Del Cistia.


